Gramados ruins na Vila e no CT incomodam o Santos

Gramados ruins na Vila Belmiro e no CT Rei Pelé geram desconforto para o Santos, que terá reformas ao fim da temporada.

26 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

O Santos enfrenta um problema que vai além da Vila Belmiro: o gramado do Centro de Treinamento Rei Pelé também tem incomodado jogadores e comissão técnica. Apesar do foco tradicional na condição do campo do estádio, que apresenta buracos e acúmulo de água após chuvas, o campo de treino tem mostrado falhas semelhantes e traz preocupações para a preparação da equipe.

No último sábado, durante o empate em 1 a 1 contra o Bahia, ficou claro como a drenagem da Vila não suportou a forte chuva que caiu na Baixada Santista, especialmente no primeiro tempo. Poças d’água e terreno irregular foram prejudiciais para o estilo de jogo do Peixe, que prioriza passes rápidos e dribles com jogadores mais leves e técnicos.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Cuca chamou a atenção para o gramado do CT Rei Pelé, onde a equipe principal treina diariamente. O treinador confirmou que o campo apresenta buracos e desníveis, situação confirmada pelas imagens divulgadas pelo clube. Para tentar contornar o problema, Cuca tem usado um argumento direto com o elenco: adaptação e valorização da técnica em ambientes adversos.

“Eu vou falar uma coisa que vocês vão achar que é piada, mas eu tenho treinado em campo ruim. Aí não faz mal jogar em campo ruim, já estou adaptado”, comentou o treinador. Segundo Cuca, o gramado ruim pode favorecer o jogador técnico, que consegue dominar e improvisar mesmo diante do chão irregular. Por outro lado, segundo ele, jogadores com menos técnica sofrem ainda mais.

Apesar da tentativa de minimizar o impacto, Cuca ressaltou que a situação não é ideal e que o gramado ruim prejudica o Santos em campo, especialmente num momento em que o time aposta em velocidade, tabelas e dribles para desequilibrar os adversários. Além disso, ele destacou que, mesmo com a chuva forte, a drenagem deveria funcionar melhor. O cenário, portanto, exige paciência e adaptação.

A diretoria do Santos já anunciou que o gramado da Vila Belmiro passará por uma reforma completa ao final da temporada. A ideia é substituir o atual chão por um gramado híbrido, que combina grama natural com fibras sintéticas para garantir resistência e melhor drenagem. Intervenções paliativas não seriam suficientes para solucionar o problema, especialmente diante da exigência dos jogos até o fim do ano.

O CT Rei Pelé também será alvo de melhorias durante as férias. Embora ainda não haja detalhes oficiais sobre o que será feito por lá, o clube entende a necessidade de oferecer um campo em melhores condições para os treinamentos, algo fundamental para a preparação física e técnica do elenco.

Enquanto isso, o Santos volta a jogar na Vila Belmiro já na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Palmeiras em clássico válido pela 33ª rodada do Brasileirão. A partida está mantida no estádio do Peixe após o clube tentar transferi-la para a Neo Química Arena, do Corinthians, mas sem acordo entre as diretorias. A expectativa é que o time aproveite ao máximo a casa, mesmo com as dificuldades do gramado.

Depois deste desafio, o Peixe ainda terá o mando de campo contra o Grêmio - que pediu para levar a partida ao Morumbi - e na última rodada contra o Botafogo, na Vila. Até lá, os olhos ficam nas soluções para que os gramados não atrapalhem o desempenho do time e que o elenco possa trabalhar com mais qualidade e segurança, tanto nos treinos quanto nos jogos.

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