Ex-jogador do Santos vive nova fase no futebol raiz em Valinhos

Ex-santista Alemão encerrou carreira profissional e retorna ao futebol amador em Valinhos, mostrando que a paixão pelo jogo vai além dos gramados oficiais.

25 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

Alemão, ex-atacante que iniciou sua caminhada no Santos, está vivendo um momento especial fora dos gramados profissionais. Aos 37 anos, após uma carreira que passou por clubes do Brasil e do exterior, ele voltou aos campos amadores de Valinhos, sua cidade natal, para jogar com os amigos e a família. A rotina de domingo agora é marcada por diversão e reencontros, não mais pela pressão do futebol profissional.

O atacante, que passou por importantes clubes como Ponte Preta e Guarani, além de experiência internacional em Itália, Holanda, Coreia do Sul e México, encerrou a carreira profissional em 2023 defendendo o Maringá. Mesmo atuando profissionalmente até então, Alemão mantinha o vínculo com o futebol raiz, chegando a viajar durante a madrugada para jogar o campeonato local na manhã seguinte. Esse amor pelo jogo ultrapassa o aspecto competitivo e financeiro, expressando uma paixão verdadeira pelo esporte.

Antes de se tornar conhecido por sua passagem em outros países, foi no Santos que Alemão deu os primeiros passos fundamentais. Ainda jovem, chegou a morar sob as arquibancadas da Vila Belmiro enquanto passava pelas categorias de base até alcançar o time profissional. Esse período foi decisivo para sua formação, tanto como atleta quanto como pessoa, uma ligação que ele mantém até hoje com muito carinho e orgulho pelo clube que o revelou.

Sua trajetória no exterior começou na Itália, pela Udinese, onde também aprendeu o idioma local. Depois, vieram os desafios na Holanda e na Coreia do Sul. No México, defendendo o Cruz Azul, ele viveu um momento marcante ao aproveitar uma oportunidade inesperada, marcando o gol da vitória logo em sua estreia. Essas experiências ampliaram seu repertório e fizeram com que conquistasse respeito e admiração em diferentes culturas futebolísticas.

Ao retornar ao Brasil, Alemão brilhou na Série B pelo Guaratinguetá, chamando atenção por seus gols e técnica. Optou depois por jogar na Ponte Preta, perto de sua cidade, onde sua identificação com o clube e torcida foi forte. Também defendeu o Guarani, embora sem o mesmo brilho, guardando gratidão e orgulho por vestir as camisas dos dois rivais de Campinas. A convivência com a rivalidade local foi uma das marcas de sua carreira.

Apesar de estar afastado dos gramados profissionais, Alemão segue acompanhando o momento da Ponte Preta e do Guarani e não esconde sua preocupação com a situação atual das equipes. Ele acredita que a cidade e a região precisam dos dois clubes ativos em alto nível, especialmente na Série B. Além disso, deixa um recado para os dirigentes: respeitar a paixão da torcida é fundamental para que os times possam se reerguer com saúde e força.

No último ano de jogador, Alemão começou a se preparar para a carreira de treinador. Com as licenças A e B da CBF, ele já teve a oportunidade de comandar o Monte Azul na reta final da Copa Paulista, levando a equipe ao título em uma breve passagem. Esse novo desafio sinaliza que, mesmo longe das grandes arenas, o futebol ainda representa um espaço importante em sua vida.

Assim, de um menino que sonhava na Vila Belmiro ao atleta que percorreu o mundo, até se tornar treinador em sua região, Alemão vive hoje um momento de plenitude e conexão com suas raízes. Na manhã de domingo em Valinhos, ele mostra que o futebol vai muito além dos holofotes, é sobretudo paixão, amizade e história para contar.

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